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Sala dos Professores

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Profissão ou ocupação?

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Nos últimos dias tem acontecido de eu ter que responder para muitas pessoas qual a minha profissão. Sempre sou categórico diante disso, seja para preencher fichas ou responder verbalmente: sou professor! Essa é minha profissão! É isso que sou e é nisso que me formei. No entanto, sempre percebo que ou a pessoa jura que estou em sala de aula dando aulas ou não sabe o que estou fazendo ao certo. Claro, ela me perguntou a minha profissão, e não a minha ocupação.

Me ocupo profissionalmente fora de sala de aula, com assessoria pedagógica, com produção didática, com gerenciamento de projetos educacionais e com formação continuada de professores. Mas isso tudo porque sou professor, e justamente porque sou professor. Um pouco mais complexo. Mas ainda me resta a dúvida, diante do olhar de algumas pessoas diante da minha resposta. Será que eles querem saber a profissão mesmo ou a ocupação? Ou julgam que uma e outra são a mesma coisa?

Será?


 E você? qual sua profissão? é a mesma ocupação?

Educação Integral em debate

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Debate reuniu mais de dois mil educadores em Curitiba

*notícia do site do Instituto GRPCOM

Na segunda-feira (19/09), a equipe do projeto Ler e Pensar, do IGRPCOM, participou da 1º Conferência Municipal de Educação de Curitiba. O evento reuniu cerca de dois mil educadores, das redes municipal e estadual de ensino, escolas particulares e outras instituições envolvidas com atividades educativas.

Esteve presente a secretaria de educação, Liliane Casagrande Sabbag, que estimulou que os professores pensar e avaliar suas práticas com vistas à construção de um novo projeto político-pedagógico. E o professor Miguel Arroyo, que falou sobre a educação em período integral.

As discussões examinaram as necessidades do aumento de carga horária das escolas, como o fato de as crianças terem um espaço para viver sua infância e ter seu direito garantido. Além disso, também é importante evidenciar que uma das justificativas para o aumento de tempo na escola é a demanda popular. Afinal, as famílias que não ficam muito tempo em casa precisam de um lugar que garanta os direitos de ensino, convivência e proteção aos seus filhos, enquanto os pais lhe asseguram o direito de viver e alimentar-se.

Tendo em vista a atuação vasta do projeto Ler e Pensar, tanto em atividades de turno como contra turno escolar, Everton Renaud e Fernanda Martins, da equipe do projeto, marcaram presença no evento e acompanharam as discussões. Diante da fala de Arroyo, que afirmou que o tempo do “extra turno” não é o mesmo do turno, surgiu um questionamento acerca de quem é o professor que vai trabalhar neste “novo tempo” (o extra turno).

“O questionamento é profundo, pois desde os cursos de formação de professores, eles são preparados para atuar no turno, e não têm o mesmo preparo e consciência de quem trabalha no contra turno”, afirma Arroyo. Segundo ele, ainda é necessário e ao mesmo tempo imprescindível, integrar esses dois tempos, e integrar os dois tipos de educadores.

Você tem medo de desafios?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vale muio a pena assistir esse video. Mas apenas ver por ver pode até te fazer chorar um pouco, animar-se, orgulhar-se do personagem. Mas se só isso acontecer, assista novamente, com olhos de professor. Capacidade é na prática, muito maior do que representamos nas ideias e nesta palavra. Temos muito a aprender!




Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. O vídeo mostra o desafio do menino para conseguir cumprir a tarefa. A tradução para o português foi feita para o blog "Assim como Você", de Jairo Marques.

E se fosse com você?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Muita gente já conhece as diversas tirinhas da Mafalda. Ela é ótima, pois tem um humor inigualável e ainda nos coloca para refletir sobre muitas coisas.

Por isso uso a tirinha abaixo para perguntar: E se a Mafalda fosse sua aluna? O que você ensinaria? Quais são as coisas realmente importantes?



Se você já tem uma Mafalda em sua turma, ótimo! Conte-nos a experiência!!

Sala Aberta: Dar voz às pessoas

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Replicando o texto de Ayne Salviano, ótima jornalista, educomunicadora! Enjoy!

O ser humano é um ser social. Ele precisa se comunicar. Mais do que isso, ele necessita se manifestar. Com o avanço da tecnologia e das ferramentas da web 2.0, ele está conquistando espaços nunca antes imaginados. E, claro, está gostando porque poder se expressar significa ter liberdade. Desta forma, valorizar as oportunidades de expressão é uma maneira de propagar o direito de ter opinião.



E foi pensando nisso que os estudantes da escola municipal Profª. Leonor Chaim Cury, de Birigui, fizeram questão de montar um painel com as fotos dos alunos que tiveram suas mensagens publicadas no Nossa Vez!, suplemento infantojuvenil da Folha da Região criado por mim em 2010 como um espaço educomunicativo aonde o público desta faixa etária pode se manifestar. Neste caso específico, até sugerindo pautas e outros assuntos que desejam ver publicados. Obrigada pelo carinho, pessoal.





BRINCADEIRA

O jornal é a oração matinal do homem moderno, já dizia Hegel. Impossível imaginar alguém atingindo destaque na vida pessoal ou profissional sem estar bem informado sobre o que acontece na sua cidade, no seu país e no mundo. Assim, o Ler para Crescer investe na formação continuada de professores que acreditam nestas ideias e queiram formar novos ‘leitores do mundo’ críticos e cidadãos. É comum, então, recebermos educadores com crianças de 3 e 4 anos visitando a redação. O que elas fazem aqui?



Descobrem o mundo mágico da informação e do conhecimento. E o jornal passa a ser uma das ferramentas lúdicas que além de ampliar a imaginação, ajudam na construção do conhecimento. Um exemplo aconteceu com os alunos da etapa 2, que têm entre cinco e seis anos, da professora Aureni Pinheiro de Araújo, da Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Julieta Arruda Campos, de Araçatuba. Depois que a professora leu as notícias, discutiu ideias e promoveu debates, usou o material reciclável para criarem guirlandas e enfeitarem a escola. Arrasaram em criatividade. Parabéns!



DIA A DIA

Os alunos do 2º ano A da Emeb Carmélia Mello Fonseca, também de Araçatuba, têm explorado o jornal à vontade lendo classificados, propagandas, notícias, sempre acompanhados da professora Irene Ventura da Silva Corte. Toda essa descontração está permitindo aos alunos indagar, questionar e, principalmente, entrar em contato com diversos tipos de textos. Leitura prazerosa, aula descontraída, aprendizado na certa!



DIFERENÇA

Já com a professora Ana Bitencourt, os alunos do 4º ano desenvolveram um jornal em sala de aula, explorando os tipos de assuntos e textos que podemos encontrar nesse veículo de comunicação: opinião, esporte, economia, saúde, classificados, entre outros. Em duplas, eles elaboraram perguntas, fizeram entrevistas para levantar fatos e compuseram as notícias. Escolheram o nome do jornal, elegeram a manchete e, superando as expectativas da professora, produziram textos. Segundo Ana, o contato com jornal proporcionou grande diferencial no aprendizado dos alunos.

Reflexões Sobre Estratégias Motivacionais

sexta-feira, 19 de agosto de 2011


Por Karin Ferreira

Ainda me questiono sobre o que chamamos de estratégias motivacionais. Como eterna estudante das Letras, vejo que minha inspiração para lecionar, na época de escola, iniciou-se com uma professora que soube ensinar "BEM" o conteúdo, com igual paixão. Será que a paixão de lecionar vem de "professor pra aluno"?

Será que nascemos ou simplesmente nos acostumamos com o que nos causa maior fascinação??
 Adianta melhorar toda a infra-estrutura e esquecer-se daquele que é mediador do conhecimento? Professores serão substituídos por máquinas?

Pra mim, aquelas aulas foram de importância extrema para a decisão de minha escolha de carreira. Aquela professora me fez escolher uma vida.


Participe desta discussão e deixe seu comentário!

Qual o tamanho da sua paixão?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Aprender é um dos mais importantes exercícios para todo aquele que pensa que pode ensinar algo.

Aprender é um dos pressupostos para ensinar. Nesta semana, até o seu final, estou treinando efetivamente minha capacidade de aprender. Estou participando do Encontro de Jornal e Educação, que reúne coordenadores de programas de jornal e educação de todo o Brasil. É uma troca impressionante de experiência e ideias. Além de tudo o clima é muito agradável, pois o grupo já se conhece e gosta de estar junto.

Você deve se perguntar qual a finalidade de estar publicando isso. Eu digo! A paixão que eu vejo nos olhos e nas atitudes de muitos educadores, jornalistas, educomunicadores que estão aqui é uma ótima receita para professores. Nos olhos do professor é preciso arder uma chama muito forte, de ânimo e motivação, de paixão pelo seu ofício sagrado. Isso abre portas, ilumina caminhos e conduz a ação docente para o adequado processo de ensino e aprendizagem.

Que tal discutir sobre isso? Você já pensou sobre sua paixão docente? Quanto apaixonado você é?

Professores que inspiram

domingo, 7 de agosto de 2011


Já fiz algumas falas para universitários da área de licenciatura. Em alguns casos encontro alunos que me deixam tão desanimado quanto ao futuro de muitas salas de aula. Mas o objetivo desse post não é lançar luzes nestes, e sim nos que me deixam muito esperançoso. 

O que me afastou das postagens por alguns dias foram as últimas falas que fiz para universitários em Maringá e Umuarama, aqui no Paraná. Encontrei nas salas alunos extremamente animados, preocupados em aprender, que falavam de seus estágios e atividades em sala de aula com um brilho impressionante nos olhos.

Aos poucos, enquanto os observava, antes de começar a minha fala, percebi que todo aquele ânimo tinha uma inspiração comum. As professoras! Cada uma das professoras que estava à frente das turmas tinha um brilho muito especial no olhar. Todas inspiravam muito ânimo com a educação. Sala de aula, escola, formação... todas essas coisas eram de muito valor para elas. Isso é ótimo. Para mim, lembra uma fala de Rubem Alves, que diz que o professor "não morre jamais, pois de alguma forma, sempre continua vivo no brilho dos olhos daqueles que aprenderam a ver o mundo por sua orientação".

Ser inspiração para alguém, promover o brilho nos olhos, acender as chamas da paixão por uma profissão, por uma vida. Isso faz um bem maravilhoso. E todo professor tem este poder! O mais importante aqui é perguntas:

Que tipo de eternidade você está deixando? Está usando este poder? Qual a qualidade do brilho de olhos que você está proporcionando?



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Você já pensou em lutar? No próximo post vou falar sobre a função pedagógica do Muay thay. Já pensou sobre isso? Acompanhe!!!

Qual sua marca de professor?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Olá pessoal,

Hoje li uma entrevista muito interessante com o palestrante Mario Persona. Num dos trechos da entrevista que compartilho com vocês neste Link ele falar sobre a criação de uma marca docente. Vamos pensar um pouco sobre isso. Empresas têm sua marca. Escolas têm sua marca. tudo de forma que os seus clientes param e pensam sobre o empreendimento e aquilo que ele representa na comunidade. Isso tudo diz respeito à personalidade de um negócio. Mas professor também tem marca. Professores também controem sua marca no ambiente educacional e social. O pior é que pouco pensam sobre isso, mas é real. Qual é sua marca? O que as pessoas pensam quando se deparam com sua marca?

Este tipo de questionamento é bastante importante, pois o professor tem sim uma imagem e uma personalidade a criar e zelar no seu ambiente. Num dado momento da entrevista Persona afirma que ' No caso de sua área de atuação, é a percepção que o público tem de suas competências. Criar uma marca é criar uma impressão indelével na mente de seu público, de preferência uma impressão positiva, evidentemente. Há professores que parecem gostar de ser considerados antipáticos, orgulhosos, soberbos, sem perceber que isso é um desastre para sua marca pessoal"

E o pior é que em alguns casos eu me obrigo a concordar com ele. Tem mesmo professor que parece que não se ama. Além de sua forma verbal e olhares, muitos esquecem de cuidar do visual. A roupa, os cabelos, a maquiagem (no caso das professoras), tudo também compõe uma imagem de ser professor.

Mesmo formado em filosofia, sempre gostei muito de transitar por diferentes áreas do conhecimento, acho que isso enriquece muito todos os profissionais, em especial um professor. Nos estudos que fiz na área de educação, muita coisa está embasada no Philip Kotler, e não é que os 4 P's do marketing dele também fizeram parte da reflexão do Mário Persona, veja só:

"Você está se referindo aos aspectos produto, preço, promoção e praça ou ponto de atuação para o profissional. Primeiro ele precisa investir mais no quinto "P", o "P" de "Pessoa". Precisa ser alguém com uma conduta adequada, com caráter, com condições de servir de exemplo para seus alunos, porque o professor tem grande influência em mentes ainda maleáveis e deve tomar cuidado com o tipo de impressão que causa nelas.

Como "produto" ele deve trabalhar aquilo que é o cerne de sua atividade, o conhecimento. Um professor não pode parar de se atualizar. O "preço" vai depender muito de sua habilidade de negociar e, principalmente, vender seu "produto". Alguém que esteja em destaque na mídia, que tenha livros publicados, que seja convidado para palestras - todas estas atividades decorrentes de sua bagagem de conhecimento - certamente terá um maior poder de negociação na hora de pleitear por uma colocação.

O "P" de promoção é bom para lembrar que não basta ter bagagem se ninguém souber disso. Por isso é importante que o professor seja alguém para o mundo exterior à sala de aula, que ele se faça conhecido. Hoje isso é muito mais fácil com a Internet, desde que ele consiga criar um estilo próprio e saiba se expor da maneira correta.

A "praça" ou local de atuação também é importante. Pode ser necessário que o professor esteja nos lugares certos na hora certa e isso nem sempre de forma remunerada. Por exemplo, ele pode querer atuar em um trabalho de cunho social, além de suas atividades remuneradas. Pode precisar circular em lugares onde crie relacionamentos importantes para sua carreira. Pode precisar escolher onde irá ensinar, menos por questões financeiras e mais por questões de visibilidade. Enfim, ele precisará de discernimento para entender que lugar dará maior valor à sua profissão, e quando falo de valor não estou falando de remuneração."

Não é que é mesmo interessante. Acho que isso ajuda muito. Mas claro, se você leu até aqui é porque não se indignou com a comparação do professor com um empreendimento, e também soube entender o que isso realmente quer dizer. Isso também é um ponto a seu favor. Independente da escola onde atue, o professor precisa ser bom, e ter preocupações que também vão além de sua sala de aula e de seu salário. Isso também traz felicidade.

Quem quiser conhecer mais sobre esse assunto pode conhecer o livro Professor S.A. Uma boa publicação para os docentes preocupado com o sucesso em sua carreira.


 

Bem estar docente

domingo, 31 de julho de 2011

Professor tem mesmo é que ser feliz. Doar muito de si e de sua energia para os outros não é fácil. É preciso se cuidar e se reabastecer sempre. Tenho um achado especial que quero compartilhar com todos vocês. Um blog especial dedicado ao bem estar dos professores. Como cuidar de sua saúde? Como fazer para se alimentar corretamente? E o que fazer para evitar dores e posições erradas no trabalho?

Tudo isso podemos encontrar no blog Bem-estar docente. Confira e depois compartilhe aqui o que te você considera o principal conselho para a vide docente de qualidade.


Reconhecimento também motiva

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Queridos professores e professoras, educomunicadores e educomunicaras que acompanham o Mosca de Sala de Aula,

Quando pensamos no que traz motivação para um professor somos capazes de citar muitas coisas. Uma das coisas, que no momento, me remete muito à motivação é o reconhecimento. Trabalhar e trabalhar e trabalhar é muito bom quando cada gota do nosso suor aumenta o brilho em nosso sorriso de satisfação.

Além de mim e de mais uma grande equipe do Instituto GRPCOM, milhares de professores e outros profissionais que já passaram pelo projeto Ler e Pensar, ou que ainda atuam em sala de aula com ele podem comemorar o reconhecimento mundial que recebemos.

Leia_aqui_mais_sobre_a_premiação sobre a qual estou falando.

Então, o conselho de hoje para todos é, sejam sempre os melhores. O resultado sempre vem a partir do nosso esforço!!!


Prática Pegagógica Transformadora

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Hoje quero compartilhar com vocês um texto organizado a partir da fala do professor Miguel Arroyo no Curso Nacional de Formação de Formadores da Consulta Popular, do ano 2000. É uma preciosidade, além de ser uma forma muito interessante de pensar a educação. Mesmo com toda a idade que o texto tem, fala de muita coisa boa. Confira, comente, compartilhe!

Clique aqui e acesse o texto!

Professor e Alunos: Companheiros de jornada

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Hoje quero trazer uma reflexão sobre as finalidades educacionais. Sem dúvidas, ao questionar sobre a finalidade da educação, a resposta correta é: aprendizagem. Esta por sua vez tem como princípios norteadores os quatro pilares da educação propostos pela UNESCO – “Aprender a Conhecer, a Fazer, a Conviver e a Ser”.Diante do desenvolvimento de suas funções o educador encontra grandes desafios, e certamente, levar o aluno a aprender é um deles.

Cada educador deve cultivar sua crença no processo educativo. É preciso que se acredite que a educação pode atingir sua finalidade, mudar o caráter de um jovem educando e, por conseguinte, o futuro de um adulto educado.Os pilares propostos pela UNESCO buscam assegurar que o educador não perca de vista os objetivos. A crença, sem a qual o educador perde uma importante característica, deve impulsionar o trabalho de cada mestre.

O desafio de fazer brotar a aprendizagem nos alunos está em fazê-los conhecer, conhecer a realidade que os cerca, a cultura, a vida, os valores e virtudes. Ensiná-los a fazer, cientes do mundo, cultura e realidade onde estão inseridos e conhecedores de virtudes e caminhos possíveis, sua história como agentes ativos e primogênitos. Levá-los a conviver, agentes da história, conhecedores treinados, estabelecer relação com os indivíduos que formam sua sociedade, vivendo com eles as possibilidades ofertadas. E, levá-los a ser, e ser com eles.

Este último desafiante pilar possui grande importância. Levar a ser e ser com eles, dois sentidos que devem figurar claramente entre os objetivos buscados no processo educativo.É impossível não afirmar, diante disso, que as finalidades repercutem em grande escala naquele que se dispõe a acompanhar os alunos. Não há como entender que o professor não seja tomado por esta disposição e não se coloque no caminho com cada aluno.


Aquele que não entra na disposição de acompanhante, mas vive o caminho e é o companheiro viajante não leva nem chega, sequer sai do lugar. Torna-se importante considerar que a finalidade está em comunhão com diretrizes desenvolvidas, em clarividência, relacionada com a aprendizagem, mas nada é sem a disposição de ambos os companheiros de viagem. Sabendo que para alcançar os objetivos finais o professor precisa provocar seus alunos, antes assume para si a provocação fundamental.

Professor Educador

quarta-feira, 20 de julho de 2011


“Per virtutem ordinatur homo
ad ultimum potentiae”.

“Pela virtude o Homem se dirige
ao máximo daquilo que pode ser”.
Tomás de Aquino


Vamos começar com um pouco de teoria... Falemos um pouco sobre ser professor.

Ser professor pressupõe uma atividade que é, também, artística. Compreende a noção de contribuir para a produção de algo no qual fica impregnado um pouco daquele que despendeu energia para sua realização. As Máquinas e a tecnologia não são capazes de substituir uma atividade essencialmente humana que pressupõe o exercício de capacidades específicas do Homem.
Atuar na vida docente corresponde a escolher um caminho de vida a ser percorrido diariamente até o fim. Antes de tudo, este caminho implica num preparo pessoal. É preciso conhecer-se e constituir-se enquanto pessoa para poder assumir a carreira docente. O professor precisa ser virtuoso e fazer a própria busca por despertar o aprendizado em si mesmo. Posteriormente, ser professor implica na atividade de educador, despertar nos alunos a busca pela aprendizagem. Que tipo de busca pode despertar aquele que não sabe para onde deseja ir? Como é possível apontar um caminho a alguém quando o próprio dedo não tem uma direção a perseguir?

A palavra utilizada pela língua espanhola auxilia na compreensão que do se persegue e se pretende neste caso. O professor, em espanhol, pode ser o enseñante, aquele que enseña. A palavra preserva a raiz latina muito mais do que o português, insegnire: apresentar sinais, por isso aquele que enseña, mostra, “o mestre mostra” (AQUINO, 2004, p.21) [1].
Assumir a vida docente inevitavelmente implica em relacionar-se com outras pessoas e com outras vidas. Na maioria das vezes o docente não percebe a presença que tem na vida de seus alunos. Tendo consciência das concepções do parágrafo anterior e do capítulo antecedente, é possível perceber que no encontro[2] entre professor e aluno ocorre estímulo quando este observa naquele o tipo de ser humano que deseja ser.
Este vocacionado à vida docente é, também, um profissional da aprendizagem. A matéria de seu serviço é dotada de uma especificidade, todos os profissionais, antes de exercerem suas atividades, traçam uma jornada com um professor. Dessa forma, este profissional tem como objeto de sua atuação o conhecimento, para o qual ele aponta, e ao qual também busca, por isso é o profissional da aprendizagem. Sua busca é contínua, precisa sempre aprender e deixar aprender. Atuar profissionalmente na aprendizagem exige competências que devem ser desenvolvidas por este profissional “aprendente”.
Ser professor é responder a um chamado, seguir uma missão. É preciso preparar o coração, a mente e o espírito para esta missão.
Na próxima postagem traremos vivências...




[1] Tomás de Aquino, Sobre o ensino (De Magistro), tradução e estudos introdutórios de Luiz Jean Lauand.[2] Este encontro denota a presença do professor no processo de aprendizagem do aluno como companheiro de jornada. Aquele que caminha ao lado mostrando caminhos possíveis. Assim, recorre-se à imagem de vidas que se relacionam num encontro contínuo.

Ao mestre com carinho

Para pensar um pouco sobre a beleza de ser professor sugiro o video abaixo:



Conheça a motivação do Mosca de Sala de Aula

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